segunda-feira, 30 de novembro de 2009
a vira-latas e o colorado
Surpresas podem estar em toda a parte e a toda hora. Sábado, às 7h30 da manhã, por exemplo. Existe vida no sábado às 7h30 da manhã, eu não sabia. Descobri por causa da gripe H-A-N H, Não há, Há! Ah! Ah! Ah! Explico: fui largar meu filho na escola, que recupera as aulas por causa da gripe Ah! Ah! Que Horror Brincar com Coisa Séria e tinha um cara que levava, no romper do dia, uma cadela para passear. Não sei como ele conseguiu, mas estava com a camiseta do Inter toda amassada. E aquele tecido irritante e antitranspirante não amassa, todos sabem. Ele tinha um olhar distante, ou melhor, um olhar equidistante. Para ser mais exata, olhava o coco que insurgia do animal, olhava fixamente, olho arregalado e imóvel... por certo pensava: - Ah, cagou! Não trouxe saquinho e, puta merda, essa mulher tá me olhando.Vou ficar com cara de paisagem para ver se ela e guri vão embora. Mas surpresas estão em toda parte, como já disse, e meu filho resolve perguntar a raça, a idade e o nome do animalzinho que a essa hora já cheirava seu próprio excremento. – Vira-latas, disse o cara. Se chama Pagu. – Tatu? Perguntou a criança horrorizada? Não, PA-GU, disse o Colorado. Fiquei intrigada com aquela escolha. Uma simples palavra que revelava tanto daquela camiseta amassada e daquela não-raça que tantos amam e não a trocam por nenhum pedigree.
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